A actual situação em que se encontra o Japão, na sequência dos acidentes nas suas centrais nucleares, está a ter impacto em todos os países europeus produtores de energia nuclear, que tomam medidas imadiatas de controlo e revisão dos níveis de segurança das suas próprias, como é o caso do Reino Unido, Alemanha e França. O modo como o Japão está a lidar com esta catástrofe e as medias que estão a ser tomadas estam a ser consideradas ineficazes e insuficientes pela maior parte dos países, o que serve como um alerta para todos os produtores de energia nuclear que inevitavelmente ficam alarmados pelo facto de , à partida, um país como o Japão dever ser capaz de ultrapassar este problema, ou pelo menos, de minimizar os seus danos. Tal é a ineficácia que alguns dos países que haviam enviado ajuda humanitária em apoio às vítimas do tsunami ou que têm população nacional naquele país, sugeriram o seu regresso ou, pelo menos o afastamento de 80km de Fukushima. A Alemanha, além deste alerta encerrou as centrais nucleares por tempo indeterminado enquanto se fazem todos os testes de segurança necessários, ao contrário dos outros países que após as averiguações estão dispostos a reabri-las. Este encerramento poderá trazer consequências a nível económico e ambiental uma vez que em alternativa à energia nuclear seria utilizado o carvão, elevando as quantidades de CO2 na atmosfera para valores com enorme prejuízo ecológico.
Esta catástrofe está assim a fazer ressurgir a viabilidade das centrais nucleares, a questão da sua segurança, e o peso entre vantagens e desvantagens, servindo como um alerta para todos os países produtores. Independentemente de Portugal não estar, neste momento apto para qualquer investimento desta envergadura, será sem dúvida uma questão a ter em conta se eventualmente se vier a ponderar a criação de uma central no nosso país, principalmente quando os danos desta enorme calamidade se fizerem notar.

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