domingo, 30 de janeiro de 2011

Incerteza marca fim do Fórum de Davos

     O Fórum Económico Mundial de Davos terminou este domingo sem que quaisquer acordos sobre as políticas monetárias fossem alcançados.

     No encontro foram discutidas as mais importantes da actualidade, nomeadamente a crise da dívida europeia, as revoltas nos países árabes e a escalada dos preços dos bens alimentares. Contudo, não foi possível chegar a soluções consensuais, evidenciando-se assim as diferenças existentes. Um destes casos é o da crise, em que, por um lado, a União Europeia defende uma austeridade orçamental, enquanto que os Estados Unidos preferem manter as despesas, apoiando-se na criação de moeda pela Reserva Federal.

     Outro ponto que esteve em destaque foi a nova regulação que  está a ser imposta no sector financeiro, a qual foi apontada com negativa pelos banqueiros, pois poderá resultar numa restrição do crescimento económico global.

     Apesar do clima de incerteza, os empresários aproveitaram a oportunidade para realizar, à margem da reunião, uma série de contactos entre si.

     O encontro foi ainda marcado por um desviar de atenções por parte dos media causado pelo atentado no Aeroporto Internacional de Domodedovo (Moscovo, Rússia) e pelas revoltas populares no Norte de África.

     O Fórum Económico Mundial é uma organização sem fins lucrativos baseada em Cologny, na Suíça, que realiza reuniões anuais, nas quais os principais lideres políticos, empresários e os mais conceituados políticos e jornalistas debatem os assuntos mais pertinentes a nível mundial.



sábado, 29 de janeiro de 2011

TGV custa mais 195 milhões que o previsto


Segundo a resolução do Conselho de Ministros, publicada hoje, no Diário da República, o preço contratual com a concessionária Elos, co-liderada pela Brisa e pela Soares da Costa, será de 1.668 milhões de euros quando, em Maio passado, à altura da assinatura do contrato de adjudicação, o valor era de 1.473 milhões de euros.

No novo contrato de parceria público-privada, que transfere mais risco para os privados, o Governo anunciou que as alterações visam, entre outros objectivos, "eliminar a garantia pessoal do Estado", no âmbito do empréstimo contraído pela concessionária Elos junto do Banco Europeu de Investimento, "a substituir por garantia prestada por um sindicato bancário".

Além disso, o Governo decidiu "uniformizar o regime de modificações unilaterais do concedente" e ainda "eliminar o anexo referente ao acordo relativo aos efeitos da variação do indexante da taxa de juro".

O aumento do preço do contrato, segundo a resolução do Conselho de Ministros, tem a ver também com a transferência de risco arqueológico do Estado para a concessionária. Ou seja, caso a Elos seja obrigada a mudar o traçado por questões que tenham a ver com a descoberta de qualquer património histórico ou arqueológico, os custos passarão a ser suportados pela concessionária e não pelo Estado, conforme estava no anterior contrato.

                                                                                                                      in Jornal de Notícias



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

FMI admite aumento de apoio a países da zona euro


O director-adjunto do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, considerou hoje que a organização poderá ter de aumentar o apoio financeiro aos países periféricos do euro caso a crise que afecta a região não alivie.


   Questionado sobre se o FMI poderá ter de assistir mais países da zona euro, John Lipsky afirmou apenas: “Nunca diga nunca”. Em Davos, Suíça, onde se encontra a participar no Fórum Económico Mundial, afirmou, em entrevista à Bloomberg TV: “Certamente vai depender das circunstâncias.”

   O responsável afirmou que os países da zona euro que estão sobre pressão dos mercados podem aplicar programas por si mesmos, mas garante que o FMI estará disponível para ajudar. “Se for necessário, nós estaremos do lado dos nossos parceiros europeus para providenciar apoio”, disse.

   O dirigente considera ainda que existe vontade política para garantir que o euro sobrevive e que existem já medidas em curso que, se forem executadas, irão diminuir esse risco e mudar as opiniões daqueles que dão como certa a saída de alguns países da moeda única.




quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Alemanha quer recrutar mão-de-obra portuguesa


É uma realidade que o número de jovens desempregados tem vindo a crescer em Portugal, na sua maioria com habilitações literárias consideráveis, capazes de aplicar a sua formação no mercado de trabalho. O grande problema reside na falta de oportunidades para estes jovens que não encontram resposta para aplicação daquilo que estudaram, acabando por ser empregados em cargos que nada têm a ver com a sua especialização ou mesmo no desemprego.  

Lamentavelmente,  o nosso país não é capaz de dar utilidade a todas estas capacidades que são desenvolvidas, que, certamente, bem aproveitadas,  seriam uma mais-valia para a nossa competitividade e impacto na economia europeia e mundial.
Neste contexto surge uma excelente ideia da parte do governo alemão, apoiada pela chanceler Angela Merkel,  que passa pelo recrutamento de jovens recém-licenciados portugueses, pois, ao contrário de Portugal,  numa economia especializada como a alemã, a mão-de-obra qualificada é uma enorme necessidade.  Esta medida passa então pela criação de uma espécie de sinergia entre os dois países, com claras vantagens para os dois: por um lado a redução do desemprego, criando novas oportunidades para os jovens portugueses, por outro,  o contributo para o mercado de trabalho alemão conseguindo captar mão-de-obra europeia sem ter por isso que alterar a legislação relativa à imigração.

Claro está que, apesar de todos os benefícios que esta medida possa acarretar para o nosso país, partimos desde logo em desvantagem uma vez que esta constitui uma "fuga de cérebros" que representa um não aproveitamento do investimento na formação destes jovens para o crescimento do país, passando estes a colaborar com o crescimento de outro, neste caso, da economia alemã.
Apesar de tudo, não deixa de ser uma oportunidade que, para além do seu efeito prático de grande impacto na realização profissional de um número significativo de jovens, é um processo com grande valor simbólico importante uma vez que representa um voto de confiança no nosso sistema de formação, pelo facto de a Alemanha ter manifestado preferência pelos jovens licenciados em Portugal.

BE propõe limites nos salários de gestores públicos


O objectivo é “credibilizar” o sector empresarial do Estado. Por isso, o Bloco de Esquerda apresenta amanhã, no Parlamento, dois projectos de lei que pretendem fixar um limite à remuneração dos gestores públicos.

Antecipando o debate sobre as empresas estatais, amanhã, na Assembleia da República, no qual “a direita irá fazer do sector empresarial do Estado o bode expiatório da crise”, a bancada do Bloco de Esquerda (BE) apresentou hoje duas iniciativas legislativas que pretendem fixar limites aos montantes auferidos por gestores públicos e dirigentes de institutos públicos.

Em conferência de imprensa, o líder parlamentar, José Manuel Pureza, explicou que os dois projectos de lei visam “credibilizar” o sector público num momento em que existem “situações aberrantes”. “Não é aceitável que quem é nomeado tenha uma remuneração superior àquele que nomeia”, defendeu.

Contrariando a “injustiça social”, o “desprestígio” e a “incoerência no sistema remuneratório”, os bloquistas propõem que a remuneração fixa dos gestores públicos não deverá exceder aquela que é atribuída ao Presidente da República. Esta medida é extensível aos gestores de empresas públicas regionais (não deverão receber um salário superior ao do Presidente do Governo Regional) e municipais (o montante não pode exceder o ordenado do presidente da respectiva câmara municipal).

Tal como se pode ler num dos projectos de lei, o BE prevê que a limitação da remuneração variável dos gestores tenha em conta a média percentual da remuneração variável dos trabalhadores da empresa.

Quanto ao projecto destinado aos dirigentes de institutos públicos, os bloquistas, tentando combater uma “discricionariedade na política remuneratória”, defendem que os salários dos membros do Conselho Directivo das empresas não devem exceder a remuneração dos secretários de Estado.

Para todos estes casos o BE propõe a publicitação das remunerações, de forma a “permitir uma maior transparência e sindicabilidade pelos cidadãos".



ValorEmpresaAdministrador
420.000,00 €TAPFernando Pinto
371.000,00 €CGDFaria de Oliveira
365.000,00 €PTHenrique Granadeiro
250.040,00 €RTPGuilherme Costa
249.448,00 €Banco PortugalCarlos Costa
247.938,00 €ISPFernando Nogueira
245.552,00 €CMVMCarlos Tavares
233.857,00 €ERSEVítor Santos
224.000,00 €ANACOMAmado da Silva
200.200,00 €CTTMata da Costa
134.197,00 €ParpublicaJosé Plácido Reis
133.000,00 €ANAGuilhermino Rodrigues
126.686,00 €ADPPedro Serra
96.507,00 €Metro PortoAntónio Oliveira Fonseca
89.299,00 €LUSAAfonso Camões
69.110,00 €CPCardoso dos Reis
66.536,00 €REFERLuís Pardal
66.536,00 €Metro LisboaJoaquim Reis
58.865,00 €CARRISJosé Manuel Rodrigues
58.859,00 €STCPFernanda Meneses
*valores anuais




terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Fulbright-Schuman Program for European Citizens

Em cooperação com departamento de Estado Norte-Americano e a Direcção-Geral da Educação e Cultura da Comissão Europeia, a Universidade do Minho disponibiliza a candidatura ao Programa Fulbright-Schuman aos seus estudantes. O programa oferece várias vantagens aos cidadãos europeus e norte-americanos, nomeadamente à prossecução de estudos, investigação e ensino em universidades ou instituições nos E.U.A. em temas relacionados com o desenvolvimento da União Europeia, políticas da União Europeia e a agenda transatlântica UE-U.S. 

Penso que se trata de uma enorme oportunidade de percurso académico, de forma a enriquecer o currículo dos estudantes. 

  
Robert Schuman (1886-1963)


J. William Fullbright (1905-1995)   













segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia

O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia é um centro de investigação que está instalado em Braga, Portugal.

Este laboratório tem um investimento anual previsto de 30 milhões de euros e resulta de um acordo que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal e o Ministério da Educação e Ciência de Espanha assinaram em 19 de Novembro de 2005 para a criação e operação conjunta de um Instituto de Investigação e Desenvolvimento.

O Instituto Ibérico de Nanotecnologia tem 14 mil metros de área laboratorial, num edifício de cerca de 20 mil metros quadrados.

Este instituto situa-se junto ao Campus de Gualtar da Universidade do Minho.

Esta estrutura dedicar-se-á à investigação na área da nanotecnologia e possuirá várias oficinas, laboratórios, uma biblioteca, auditórios e um espaço para instalar visitantes de curta duração. Será também dotado com um centro de ciência viva para que seja mostrado à população o trabalho que lá será desenvolvido.

A inauguração da primeira fase teve lugar a 17 de Julho de 2009, e contou com a presença do presidente da República, Cavaco Silva, do rei Juan Carlos de Espanha, dos primeiros-ministros, José Sócrates e José Luiz Zapatero e dos ministros da Ciência dos dois países.   

Como se pretende que este projecto seja aberto à participação de privados que queiram apostar em investigações para aplicação industrial, a Câmara Municipal de Braga irá simultaneamente criar nas proximidades, um Parque Tecnológico de Excelência, integrado no projecto TechValley, para a instalação de empresas de base tecnológica.


domingo, 23 de janeiro de 2011



Bruxelas averigua eventual acordo de não concorrência entre PT e Telefónica




Em causa estará a possível existência de cláusulas de não concorrência no mercado ibérico adoptadas pelas duas operadoras de telecomunicações aquando da compra pela Telefónica à PT do operador móvel brasileiro Vivo.

Contactada pela Lusa, fonte da PT confirmou ter sido notificada pela Comissão Europeia “da abertura de um processo com vista a investigar o seu relacionamento com a Telefónica”, e que a empresa está “totalmente disponível” para “o total esclarecimento dos factos”. 

A mesma fonte admite que a PT desenvolveu com a Telefónica diversas parcerias estratégicas ao longo dos últimos anos.

“A existência destas parcerias nunca impediu, contudo, que as empresas desenvolvessem a sua actividade de forma normal, e em concorrência, nos mercados onde estão presentes”, insistiu.

No processo de averiguações, a Comissão Europeia pretende ainda apurar se a eventual estratégia de não concorrência terá tido início apenas com a aquisição da Vivo ou se foi estabelecida há mais anos.

Fontes do sector das telecomunicações contactadas pela Lusa referem que pelo menos antes da aquisição da Vivo as duas operadoras actuavam em concorrência directa, como é o caso do Brasil.

A espanhola telefónica, acrescentam, mantém ainda há vários anos em Lisboa uma delegação da TWIS - Telefonica International Wholesale Services, apresentando no mercado português soluções para empresas multinacionais.

A Portugal Telecom anunciou a 28 de Julho de 2010 ter chegado a acordo com a Telefónica para vender a participação da Vivo por 7,5 mil milhões de euros e, ao mesmo tempo, entrar na operadora brasileira Oi com uma participação de 22,4 por cento, num investimento total de 3,7 mil milhões de euros.


http://economia.publico.pt/Noticia/bruxelas-averigua-eventual-acordo-de-nao-concorrencia-entre-pt-e-telefonica_1476641




sábado, 22 de janeiro de 2011

Sebastian Barnes afirma que as ajudas do fundo de estabilização devem ser "ampliadas"

Barnes, economista da OCDE ,em entrevista ao site do jornal Le Monde, da a conhecer novos avanços  sobre o reforço da capacidade de financiamento do fundo de estabilização: “têm ainda de ser ampliadas fortemente”, reconhece. 
Sebasian, responsável pelo departamento de estudos da zona euro, diz que existem sinais de uma recuperação da “confiança progressiva” dos mercados, na zona euro, embora insuficientes para a declaração do fim da crise. A nível económico, Portugal , Grécia e Espanha estão entre os países que precisam de apostar na competitividade “para pagarem a suas dívidas e reequilibrar o seu saldo externo”. É necessário reencontrar um equilíbrio entre a austeridade, os ajustes económicos e o estímulo à procura interna.
Sebastian Barnes, procura sinais positivos na situação económica europeia, “Mesmo se estamos numa fase, moderada mas bem presente, de recuperação e de retoma da confiança, todos estes sinais só são encorajadores olhando para o choque [provocado pela] própria crise”, aponta.









Comissário europeu afirma que redução de salários não deve ser opção

                                          




O comissário europeu da concorrência, Joaquín Almunía, rejeitou esta sexta-feira, em Lisboa, que a redução dos salários seja uma opção em qualquer país europeu.

Portugal tem de fazer uma melhor utilização dos seus recursos humanos e das novas tecnologias, afirmou esta manhã, na Assembleia da República, o comissário europeu da concorrência.
Joaquin Almunia declarou ainda que a redução dos salários não deve ser uma opção em nenhum país europeu.
«Creio que no caso de Portugal é evidente que o que importa, principalmente, é aumentar a capacidade de crescimento económico para poder enfrentar o futuro em melhores condições com reformas que permitam à economia portuguesa ser mais competitiva, mas não à custa de baixos salários, que são um tipo de competitividade que não é próprio de países europeus», referiu.
«É preciso melhorar a competitividade com o aumento da produtividade, melhorar o funcionamento dos mercados e utilizar melhor os recursos humanos e as novas tecnologias. Tudo isto, claro, acompanhado por uma política de consolidação fiscal imprescindível para reduzir o nível de endividamento», concluiu Almunia.







                                                                                                           

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"Agenda pela Nossa Terra 2011"


Na passada sexta-feira, dia 14 de Janeiro, o eurodeputado pelo Minho José Manuel Fernandes apresentou oficialmente a "Agenda pela Nossa Terra 2011", uma obra da sua autoria que se debruça sobre o Minho e a Europa.

A Agenda opta por evidenciar e destacar as principais qualidades e potencialidades do Minho, a "Nossa Terra", no contexto internacional e global, intrinsecamente relacionada com o cargo e com a acção diária do eurodeputado, ao nível da representação da sua região a nível europeu.

Para além da apresentação do património, costumes, território e tradições do Minho, a Agenda centra-se igualmente sobre informações acerca da União Europeia, as suas instituições, o seu funcionamento e a aplicação dos seus fundos mais relevantes e frequentes, sendo uma obra definitivamente aconselhável para todos aqueles que procuram explorar a fundo a relação que se estabelece entre a Nossa Terra e a comunidade económica supra-nacional em que Portugal se insere, a União Europeia, que é precisamente o intuito da realização e actualização deste espaço.

A notícia original acerca da publicação da Agenda poderá ser encontrada no site do eurodeputado José Manuel Fernandes.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presidente do BCE defende que Estados devem reduzir dívida e que problema “não é da moeda euro”


"O BCE espera dos governos da zona euro que desenvolvam enormes esforços para reduzir as suas dívidas”, sublinhou Jean-Claude Trichet numa entrevista ao diário alemão Bild, citada pela AFP.

“Alguns países têm de retomar o controlo sobre as suas dívidas”, acrescentou.

O responsável do BCE sublinhou ainda que a crise “não é da moeda euro”, mas sim “das finanças públicas de alguns países da zona euro” e que “todos os governos devem pôr em ordem as suas finanças”.

Sem explicitar os países a que se referia, o presidente do BCE referiu que a necessidade de controlo das finanças públicas é especialmente necessária no caso dos Estados “que têm vivido acima de suas possibilidades”.

O presidente do BCE tem defendido nos últimos meses que uma boa política fiscal é muito importante para a saúde da economia da zona euro.

Jean-Claude Trichet reiterou ainda o apelo aos líderes europeus para que alarguem o fundo de apoio europeu para ajudar os países mais vulneráveis.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Minho em si / The Minho itself

Como esperamos ter Seguidores de todo o mundo, aqui fica um conhecimento da região do Minho, uma região do norte de Portugal, sobre a qual este blogue mais se irá debruçar.


O Minho é uma antiga região portuguesa, formalmente instituída por uma reforma administrativa em 1936. Limitada a Norte e a Nordeste com a Galiza, Espanha, a Este com Trás-os-Montes e Alto Douro, a Sul com o Douro Litoral e a Oeste com o Oceano Atlântico.
É então constituída por 24 concelhos, integrando a totalidade dos distritos de Braga e Viana do Castelo .A capital de distrito é a cidade de Braga
  • Distrito de Braga: Amares, Barcelos, Braga, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Esposende, Fafe, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Terras do Bouro, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão, Vila Verde, Vizela.
  • Distrito de Viana do Castelo: Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte do Lima, Valença, Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira.
Pode dividir-se em duas regiões: o Alto Minho, correspondente ao distrito de Viana do Castelo, e o Baixo Minho, correspondente ao distrito de Braga.

o Minho na Europa/ the Minho in the Europe
 Actualmente, o seu território encontra-se na região estatística do Norte, repartindo-se pela totalidade das sub-regiões do Minho-Lima e do Cávado, e parcialmente pelas sub-regiões do Ave  e Tâmega.
Esta região é especialmente conhecida pela sua riquesa natural, em que se destaca o parque natural do Gerês, e a sua riquesa gastronómica. 
Como não podemos esquecer a Europa segue-se (à esquerda) uma imagem que representa a localização desta região no contexto do grande continente europeu.

Posto isto, aqui fica um video com um pouco do que é o minho:

     
In English:http://en.wikipedia.org/wiki/Minho_Province                       

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Europeus tentam flexibilização do fundo de socorro do euro


Os ministros das Finanças da zona euro vão hoje tentar dissipar algumas das divergências que vieram a lume nos últimos dias sobre a possibilidade de flexibilização do fundo de estabilidade financeira do euro (EFSF) e do aumento da sua capacidade real de financiamento.
<p>Teixeira dos Santos vai estar num encontro que pode ser decisivo para Portugal</p>
Teixeira dos Santos vai estar num encontro que pode ser decisivo para Portugal
 (Francois Lenoir/ Reuters)
A reunião será centrada sobretudo na situação económica e financeira dos países mais frágeis, a começar por Portugal, que tem estado nas últimas semanas sob a pressão "amigável" dos seus pares para recorrer ao EFSF e acalmar o nervosismo dos investidores sobre a crise da dívida soberana.

Lisboa continua a recusar terminantemente dar este passo, por razões de prestígio nacional, por considerar que as taxas de juro subiriam em vez de descer e por temer que a imagem do país e das principais empresas seja afectada por uma redução da notação financeira, segundo justificaram várias fontes governamentais. Em contrapartida, Portugal não fechou totalmente a porta a eventuais ajudas pontuais num quadro de flexibilidade do funcionamento do EFSF que está em discussão entre os Dezassete.

As discussões são orientadas precisamente pela perspectiva de poderem vir a ser aplicadas a Portugal e Espanha, os dois países que suscitam actualmente maior preocupação. Os cenários em estudo incluem a possibilidade de o EFSF passar a comprar dívida pública dos estados com dificuldades de financiamento, ou fornecer linhas de crédito pontuais e apenas em caso de necessidade, sem retirar os países ajudados do mercado e com exigências de condicionalidade e de austeridade menos duras que as actuais.

Embora as discussões prossigam há várias semanas, Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, causou a maior surpresa na semana passada - e uma forte irritação na Alemanha - ao pedir um acordo dos líderes da UE já na próxima cimeira extraordinária de 4 de Fevereiro. "A capacidade de financiamento [do EFSF] deve ser reforçada e o âmbito das suas actividades deve ser alargado", defendeu.

O gabinete de Angela Merkel, chanceler alemã, rejeitou de imediato qualquer necessidade de aumento do EFSF, que foi dotado de 440 mil milhões de euros em garantias de empréstimos dos países do euro aos parceiros em dificuldades, complementados com 60 mil milhões do orçamento comunitário e 250 mil milhões do FMI.

Barroso voltou, no entanto, à carga numa entrevista à revista alemã Der Spiegel, afirmando que se a Alemanha e a chanceler Angela Merkel estão decididas a defender a estabilidade da zona euro, a Comissão tem "o direito" e "o dever de dizer aos cidadãos o que pensa ser correcto".

Em contraste com a posição alemã, Christine Lagarde, ministra francesa das Finanças, reconheceu que "o aumento do EFSF é uma opção que estamos a encarar". O seu homólogo belga, Didier Reynders, pediu mesmo uma duplicação do volume do EFSF.

Wolfgang Schäuble, ministro alemão das Finanças, assumiu igualmente uma posição menos dura que a da chanceler, ao admitir que poderá ser necessário aumentar a capacidade de empréstimo do EFSF. A afirmação refere-se ao facto de o Fundo dispor de uma capacidade real de empréstimo de apenas 250 mil milhões de euros, apesar de ter sido dotado de 440 mil milhões. A diferença refere-se à espécie de "almofada" que é necessário reservar enquanto garantia para que o EFSF beneficie da notação financeira máxima (AAA) e obtenha as taxas de juro mais favoráveis. Uma das possibilidades de utilizar a totalidade dos 440 mil milhões será os Estados-membros aumentarem as garantias individuais sobre a parte que lhes cabe dos empréstimos do Fundo.

Uma outra discussão em curso tem a ver com a redução da majoração penalizadora de 3 pontos percentuais que é hoje aplicada sobre as taxas de juro do mercado para os países ajudados pelo EFSF, de modo a desincentivar a activação da ajuda. Por causa desta penalização, a Grécia e a Irlanda têm de pagar taxas de juro de quase 6 por cento, o que é considerado excessivo.

Berlim tem, por outro lado, dado sinais de querer acompanhar eventuais mudança das regras do EFSF de novas medidas de rigor para garantir a anuência da sua opinião pública. Uma possibilidade será todos os países do euro aceitarem uma norma constitucional de endividamento zero.

Segundo fontes comunitárias, a irritação de Berlim contra o apelo de Barroso resulta do desacordo que ainda persiste sobre todas estas questões e do receio dos alemães de serem pressionados para decisões precipitadas para não defraudar as expectativas dos mercados. Paris e Berlim preferem que a discussão seja adiada para a cimeira seguinte de 24 e 25 de Março.

Como a Zona Euro pode solucionar a crise de dívida soberana

   O Financial Times publicou um artigo em que aponta uma possível solução para a crise de dívida soberana da Zona Euro. Esta passa pela adopção de um plano semelhante ao foi utilizado na América Latina na década de 1980.

     No início da década de 1980, os países da América Latina deparavam-se com um grave crise de dívida soberana. O crescimento económico era visto como a solução para esse problema, sendo que os países apenas precisariam de margem de manobra, contraindo-se nesse sentido novos empréstimos. Mas foram necessários vários anos e o surgimento de situações como a que se deu no México em 1982, quando este fez uma declaração de moratória da dívida (suspensão do pagamento da dívida decidida unilateralmente) e vários apelos de ajuda internacional, para se perceber que era preciso encontrar uma nova solução. Em 1985 foi então lançado o Plano Baker, mas em 1988 ficava claro que este havia falhado. Assim, em 1989 um novo plano foi introduzido: o Plano Brady, cujo nome se deveu ao então Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Nicholas F. Brady. Este consistia basicamente no perdão de parte da dívida e na transformação dos vários títulos de obrigação em "Obrigações Brady", que eram apoiadas pelo Tesouro dos Estado Unidos e por isso mais seguras.

     O reconhecido jornal económico, refere que apesar de as crises se passarem em épocas e continentes diferentes, as situações são semelhante: nos dois casos as dívidas foram emitidas em moedas sobre as quais os países não detinham soberania (na América Latina o Dólar dos Estados Unidos e na Zona Euro o Euro); a crise seguiu-se a um período de crédito fácil; ambas as crises de crédito coincidiram com as piores recessões desde a Grande Depressão.

     O Financial Times defende ainda que em complemento do perdão parcial da dívida soberana, deveriam também ser emitidas obrigações europeias ("Euro Bonds"), que corresponderiam às "Obrigações Brady".

sábado, 15 de janeiro de 2011

Braga- Capital Europeia da Juventude 2012

A cidade de Braga foi a escolhida para Capital Europeia da Juventude (CEJ), em 2012, pelo júri do Fórum Europeu da Juventude (FEJ).
Braga vai suceder a Antuérpia na recepção do evento, deixando para trás Iráclion, capital da ilha de Creta, e Byron, situada próxima de Atenas. De acordo com o Fórum Europeu da Juventude, que comunicou formalmente esta deliberação à Câmara Municipal de Braga, a declaração oficial será feita em cerimónia pública a realizar a 24 de Abril, em Bruxelas.
“O Município de Braga não pode evitar uma expressão pública de regozijo por ver contemplados os seus objectivos neste contexto e por ver reconhecido o trabalho para o efeito desenvolvido, designadamente na preparação de uma candidatura suficientemente expressiva da capacidade organizativa de tão importante evento”, pode ler-se no comunicado enviado pela autarquia bracarense.
O projecto da CEJ 2012 está orçado em 1,2 milhões de euros e Braga quer dar prioridade às iniciativas de emprego dos jovens e de empreendedorismo.
Mãos cheias de projectos a pensar nos jovens
Entre as motivações que suportam a proposta, o Município de Braga releva a afirmação e promoção de Braga na euro-região; o estreitamento de relações entre os jovens cidadãos e as instituições europeias; o facto de proporcionar a quem vive fora dos grandes eixos urbanos maior dinâmica social e igualdade de oportunidades, assim melhorando a sua qualidade de vida; e ainda a oportunidade de reforçar o papel da educação não-formal através do associativismo e do voluntariado.                                                                                                                                                                            
                                                                                                                   
                                                                                                                              in Correio do Minho



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Intervenção do deputado do Minho relativamente à subida do preço dos alimentos



Na passada terça feira, José Manuel Fernandes, elegendo como tema as consequências sociais da subida dos preços dos bens alimentares, enviou à Comissão Europeia uma questão prioritária que poderá ser uma alerta para a crise alimentar que parece estar a aproximar-se.
De facto, com os aumentos que se têm registado ao nível dos produtos agrícolas, subida que foi até já noticiada pela Organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação (FAO), associada ao aumento do IVA e da inflação, a diminuição do poder de compra das famílias torna-se uma realidade. Assim, além da evidente perda de qualidade de vida, com a redução do rendimento disponível para outros bens, muitas vezes igualmente essenciais, é notória, a um nível mais extremo, uma verdadeira crise alimentar, com a falta de possibilidades económicas de muitas famílias para alimentar todos os membros do agregado familiar. Prova disso é a recente tendência verificada nas cantinas das escolas e universidades que têm sofrido um aumento bastante significativo na afluência de alunos que ali procuram, em muitos casos, a única refeição quente e completa de todo o seu dia, de tal forma que são várias as escolas que se propõem a abrir portas também aos fins-de-semana, de modo a dar resposta aos mais carenciados.
Consideramos portanto a intervenção do deputado europeu de extrema importância, servindo, no mínimo, como um alerta para esta questão que repercute actualmente as suas consequências não só próximas de nós, de todos os países do espaço europeu.


Ver mais em




quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura

    Em 2012 Guimarães acolhe um grande encontro de criadores e criações — música, cinema, fotografia, artes plásticas, arquitectura, literatura, pensamento, teatro, dança, artes de rua. Em Guimarães vão cruzar-se os produtos artísticos imaginados e gerados pelos seus residentes com os que de toda a Europa afluirão à cidade. Ao longo de um ano, a cidade será promotora da diversidade cultural que caracteriza a Europa, dando a conhecer as suas manifestações culturais e acolhendo as de outros países.

    Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura é um projecto catalisador do desenvolvimento da cidade e da região envolvente, que tem a cultura, na sua mais ampla acepção, como motor dessa transformação. Visa aumentar a qualidade de vida, contribuindo para a regeneração urbana, social e económica da cidade, promovendo transversalmente o acesso à cultura e valorizando o território e o património colectivo. A vertente material do projecto, que se concretiza num vasto e ambicioso programa de regeneração urbana, já em curso sob a responsabilidade da Câmara Municipal de Guimarães, complementa o desígnio de valorização do capital simbólico da cidade e das suas gentes, o qual preside à programação da Capital Europeia da Cultura.

   Assente nos valores “Cidade”, “Cidadania e Participação” e “Dimensão Europeia”, o projecto Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura é construído com três objectivos:
  • Desenvolver o Capital Humano — Capacitar a comunidade local com novos recursos e competências humanas e profissionais, estimulando o seu activo envolvimento no projecto;
  • Criar uma Economia Criativa — Transformar a economia da cidade, a partir de um modelo de Economia Industrial, numa Economia Criativa, internacionalmente competitiva;
  • Gerar uma nova Geografia dos Sentidos — Transformar um espaço de preservação passiva da memória num espaço de permanente oferta de novas e surpreendentes experiências culturais e criativas.
  
   Dos objectivos estratégicos enunciados e valores que lhes são subjacentes — e em conformidade com os princípios que presidem a uma Agenda Europeia para a Cultura e ao próprio título de Capital Europeia da Cultura — resulta a missão do projecto Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura:

    Através de um forte envolvimento da comunidade, gerar uma vibrante energia criativa em Guimarães, contribuindo para a regeneração urbana, social e económica da cidade, consolidando os seus recursos e oferta cultural e criando na memória e nas aspirações das pessoas uma nova dinâmica e uma alargada paisagem cultural, mudando a forma como estas vêem o mundo.





 in Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura