domingo, 27 de março de 2011

Europa mais verde


Resultadosdo EUROS-TAT publicados na semana passada revelam que cada vez mais cidadãos europeus se preocupam com o lixo que produzem. Os dados referentes a 2009 mostram que os 27 países reciclaram ou compostaram 42% dos resíduos urbanos processados em 2009, contra 39% em 2008.

No topo da lista de boas práticas encontra-se a Áustria com 70%, seguida de vários outros países que conseguiram reciclar ou compostar pelo menos metade dos resíduos: Alemanha (66%), Holanda (61%), Bélgica (60%) e Suécia (50%). Já Portugal recicla ou trata com compostagem 24% dos resíduos, enviando 62% para aterros sanitários.
Mas para tornarmos o Mundo mais verde, não basta a reciclagem e a compostagem, é importante uma mudança de prática, uma Europa de baixo carbono.

A Comissão Europeia adoptou também um plano para a promoção da eficiência energética, que se espera que venha a constituir um importante instrumento para reforçar a competitividade da Europa, permitindo limitar a dependência energética ao mesmo tempo que diminui as emissões. O documento ambiciona transformar o quotidiano dos europeus, oferecendo um potencial de poupança que pode ir até 1 000 euros por família e por ano.

A Comissão Europeia propõe acções no campo da renovação de edifícios, eficiência energética de aparelhos domésticos e equipamentos industriais, eficiência da geração de energia e calor, melhorias na informação e gestão de sistemas energéticos.
Portugal tem agendado 11 eventos de norte a sul do país de dias de Energia a fim de promover a eficiência energética, as energias renováveis e trazer a debate o mercado energético assim como redes eléctricas inteligentes.










sábado, 26 de março de 2011

Norte e Galiza lideram investimentos de 154,5 milhões de euros aprovados pelo FEDER

O Fundo Europeu De Desenvolvimento Regional (FEDER) é um fundo estrutural, que visa promover a coesão económica e social mediante a correcção dos principais desequilíbrios regionais e a participação no desenvolvimento e na reconversão das regiões, garantindo simultaneamente uma sinergia com as intervenções dos outros fundos estruturais. Tem como objectivo de reduzir a diferença entre os níveis de desenvolvimento das diversas regiões e o atraso das regiões ou ilhas menos favorecidas, incluindo as zonas rurais, o FEDER contribui para o desenvolvimento harmonioso, equilibrado e sustentável das actividades económicas, para um elevado grau de competitividade, para um nível de emprego e de protecção ambiental elevados e para a igualdade entre homens e mulheres.
O Norte/Galiza destacam-se nos investimentos realizados neste dominio, com cerca 114 projectos de cooperação entre regiões transfronteiriças de Espanha e Portugal que representam um investimento de 154,5 milhões de euros. Isto resulta de uma aplicação do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP), que tem como objectivo fortalecer as ligaçoes entre as duas regiões fronteiriças.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A demissão do governo e a situação política e económica do país

E assim termina mais um capítulo do enredo em que a situação portuguesa se encontra mergulhada desde as últimas eleições. Eram já conhecidas as dificuldades que se iriam sentir por não haver uma maioria absoluta no governo, o que, desde logo, dificultaria a aprovação de medidas no parlamento e a própria governação.
Com a não aprovação do PEC 4, praticamente por unianimidade (à excepção, como é óbvio, dos deputados do partido socialista), o primeiro ministro apresentou a sua demissão alegando que não esta situação não o deixava em condições de continuar a govenar, culpando os partidos da oposição, em especial o PSD, da crise económica e política que o país atravessa neste momento. No seu discurso ao país, na passada quarta feira ao final do dia, não fez mais do que descartar-se das responsabilidades, falando na sua "consciência tranquila",  "tudo fiz para tentar resolver a situação", e acusando a oposição de aproveitamento político desta situação. Culpado ou não, e estando José Sócrates no seu pleno direito de abandonar funções, parece-me a mim, e não sejamos ingénuos porque na sua actuação política estamos habituados ao expediente de falar com segundas  intenções, esta demissão não passa igualmente de um mero jogo de forças políticas.
Senao vejamos: à partida esta demissão por falta de condições para governar significaria que o primeiro ministro não se achava, daqui por diante, capaz de estar à frente do país; a questão é que o mais provável é que se racandidate já nas próximas eleições. Acreditará ele que, com o nível de descontentamento que se faz sentir, principalmente nas camadas mais jovens, e a cada vez maior adesão a movimentos anti-governo, manifestações e propostas de ruptura do sistema, como ficou provado nas últimas presidencias com a expressão que os resultados do candidato José Manuel Coelho tiveram, conseguirá, desta vez, alcançar a maioria absoluta? Não terá sido esta retirada planeada precisamente para não culpabilizar o governo da actual crise?
Com o chumbo do PEC 4, um plano que, logo à partida, e o primeiro ministro com certeza o sabia, estava condenado a ser chumbado pelas medidas de extrema austeridade propostas, o governo descarta-se de responsabilidades e a oposição, que o chumbou, acarreta com as consequências.
Agora é aguardar para ver, e entretanto, durante estes próximos 4 meses de indecisão, esperar que a instabilidade política não acentua a crise, não tenha repercussões na descida do nosso rating e aumento dos juros da dívida pública. Portugal atravessa neste momento, provavelmente, a maior crise política desde a revolução do 25 de Abril, mas aos olhos de quem fala ao povo, as rivalidades políticas são o assunto de maior importancia a resolver, deixando-nos numa expectativa cada vez mais desvanecida sobre o futuro do nosso país.



quarta-feira, 23 de março de 2011

Tratado de Lisboa


O Tratado de Lisboa entrou em vigor em 1 de Dezembro de 2009, pondo assim termo a vários anos de negociações sobre questões institucionais.
O Tratado de Lisboa altera, sem os substituir, os tratados da União Europeia e da Comunidade Europeia actualmente em vigor. O Tratado confere à União o quadro jurídico e os instrumentos necessários para fazer face a desafios futuros e responder às expectativas dos cidadãos.
  1. Uma Europa mais democrática e transparente, com um papel reforçado para o Parlamento Europeu
    e os parlamentos nacionais, mais oportunidades para que os cidadãos façam ouvir a sua voz e uma
    definição mais clara de quem faz o quê aos níveis europeu e nacional.
    • Um papel reforçado para o Parlamento Europeu: o Parlamento Europeu, directamente eleito pelos
      cidadãos da União Europeia, dispõe de novos poderes importantes no que se refere à legislação
      e ao orçamento da União Europeia, bem como aos acordos internacionais. Em especial, em
      relação à maior parte da legislação da União Europeia, o recurso mais frequente à co-decisão
       no processo de decisão política coloca o Parlamento Europeu em pé de igualdade com o Conselho.
    • Uma maior participação dos parlamentos nacionais: os parlamentos nacionais têm mais oportunidades
      de participar no trabalho da União, nomeadamente graças a um novo mecanismo que lhes permite
      assegurar que a União só intervenha nos casos em que a sua intervenção permita obter melhores
      resultados do que uma intervenção a nível nacional (subsidiariedade). Em conjunto com o maior peso
      do Parlamento Europeu, a participação dos parlamentos nacionais reforçará a democracia e conferirá
      uma legitimidade acrescida ao funcionamento da União.
    • Uma voz mais forte para os cidadãos: um grupo de, pelo menos, um milhão de cidadãos de um número
      significativo de Estados-Membros pode solicitar à Comissão que apresente novas propostas políticas.
    • Quem faz o quê: uma classificação mais precisa das competências permite uma maior clarificação da 
      relação entre os Estados-Membros e a União Europeia.
    • Saída da União: pela primeira vez, o Tratado de Lisboa reconhece explicitamente a possibilidade de um
      Estado Membro sair da União.
  2. Uma Europa mais eficiente, com regras de votação e métodos de trabalho simplificados, instituições
    modernas e um funcionamento mais racional adaptados a uma União Europeia com 27 Estados-Membros
     e maior capacidade de intervenção nas áreas prioritárias de hoje.
    • Maior eficiência no processo de tomada de decisão: a votação por maioria qualificada no Conselho é
      alargada a novas áreas políticas para acelerar o processo de tomada de decisão e reforçar a sua
      eficiência. A partir de 2014, o cálculo da maioria qualificada basear-se-á numa dupla maioria de
      Estados-Membros e de população, representando assim a dupla legitimidade da União. Para ser
      aprovada por dupla maioria, uma decisão deve  receber o voto favorável de 55 % dos Estados-Membros
      representando, pelo menos, 65 % da população da União.
    • Um quadro institucional mais estável e simplificado: o Tratado de Lisboa cria a função de Presidente do
      Conselho Europeu, com um mandato de dois anos e meio; introduz uma relação directa entre a eleição
      do Presidente da Comissão e os resultados das eleições europeias; prevê novas disposições para a
      futura composição do Parlamento Europeu e introduz regras mais claras no que se refere ao reforço da
      cooperação e às disposições financeiras.
    • Uma vida melhor para os europeus:o Tratado de Lisboa dá mais poderes aos cidadãos da
      União Europeia para intervirem em várias áreas políticas de grande importância, por exemplo, na área
      da liberdade, segurança e justiça, com destaque para o combate ao terrorismo e à criminalidade.
      São igualmente abrangidas outras áreas como a política energética, a saúde pública, a protecção civil,
      as alterações climáticas, os serviços de interesse geral, a investigação, o espaço, a coesão territorial,
      a política comercial, a ajuda humanitária, o desporto, o turismo e a cooperação administrativa.
  3. Uma Europa de direitos e valores, liberdade, solidariedade e segurança, com a defesa dos valores
    da União, a introdução da Carta dos Direitos Fundamentais no direito primário europeu, a criação de novos
    mecanismos de solidariedade e a garantia de uma melhor protecção para os cidadãos europeus.
    • Valores democráticos: o Tratado de Lisboa especifica e reforça os valores e objectivos que orientam
      a União.
      Além de serem uma referência para os cidadãos europeus, estes valores mostram ao resto do mundo
       o que a Europa tem para oferecer.
    • Os direitos dos cidadãos e a Carta dos Direitos Fundamentais: o Tratado de Lisboa consagra direitos
      existentes e cria novos direitos. Em especial, garante as liberdades e os princípios estabelecidos na
      Carta dos Direitos Fundamentais e confere um carácter juridicamente vinculativo às suas disposições.
      Consagra os direitos civis, políticos, económicos e sociais.
    • Liberdades dos cidadãos europeus: o Tratado de Lisboa protege e reforça as «quatro liberdades» e a
      liberdade política, económica e social dos cidadãos europeus.
    • Solidariedade entre Estados-Membros: o Tratado de Lisboa prevê que a União e os seus
       Estados-Membros ajam em conjunto, num espírito de solidariedade, se um Estado-Membro for vítima
      de um atentado terrorista ou de uma catástrofe natural ou provocada pela acção humana. É igualmente
      posta em destaque a solidariedade no domínio da energia.
    • Mais segurança para todos: a União tem agora mais capacidade para intervir nas áreas da liberdade,
       segurança e justiça e, por conseguinte, para lutar contra o crime e o terrorismo. As novas disposições
      em termos de protecção civil, ajuda humanitária e saúde pública têm igualmente como objectivo reforçar
      a capacidade de reacção da União em caso de ameaça contra a segurança dos cidadãos europeus.
  4. A Europa assume maior protagonismo na cena mundial através da articulação dos diferentes
    instrumentos de política externa da União, tanto na elaboração como na adopção de novas políticas.
    O Tratado de Lisboa permite à Europa assumir uma posição clara nas relações com os seus parceiros e
    tirar maior partido das suas vantagens económicas, humanitárias, políticas e diplomáticas a fim de promover
    os interesses e valores europeus em todo o mundo, no respeito pelos interesses individuais dos
    Estados-Membros em matéria de política externa.
    • A criação do novo cargo de Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança
      e Vice Presidente da Comissão reforçará o impacto, a coerência e a visibilidade da acção externa da
      União Europeia.
    • Um novo serviço europeu para a acção externa apoiará o Alto Representante.
    • O facto de a União passar a ter uma personalidade jurídica única reforçará o seu poder de negociação,
      contribuindo para o aumento da sua influência na cena mundial e tornando-a mais visível para os outros
      países e as organizações internacionais.
    • No que se refere à política europeia de segurança e defesa, o Tratado prevê disposições especiais
      para a tomada de decisão e prepara o caminho para uma cooperação reforçada no âmbito de um
      pequeno grupo de Estados-Membros.
      .



Tribunal de Justiça da União Europeia







Desde a sua criação, em 1952, a missão do Tribunal de Justiça da União Europeia consiste em garantir "o respeito do direito na interpretação e aplicação" dos Tratados.
No âmbito desta missão, o Tribunal de Justiça da União Europeia:
fiscaliza a legalidade dos actos das instituições da União Europeia;
assegura o respeito, pelos Estados-Membros, das obrigações decorrentes dos Tratados ;
interpreta o direito da União a pedido dos juízes nacionais.
O Tribunal de Justiça constitui assim a autoridade judiciária da União Europeia e vela, em colaboração com os órgãos jurisdicionais dos Estados-Membros, pela aplicação e a interpretação uniformes do direito da União .
O Tribunal de Justiça da União Europeia, com sede no Luxemburgo, é composto por três jurisdições: o Tribunal de Justiça, o Tribunal Geral (criado em 1988) e o Tribunal da Função Pública (criado em 2004). Desde que foram criadas, as três jurisdições proferiram cerca de 15000 acórdãos.



Uma vez que cada Estado-Membro tem a sua própria língua e o seu sistema jurídico específico, o Tribunal de Justiça da União Europeia é necessariamente uma instituição multilingue. O seu regime linguístico não tem equivalente em nenhuma outra jurisdição do mundo, visto que cada uma das línguas oficiais da União pode ser língua de processo. O Tribunal de Justiça é, com efeito, obrigado a respeitar um multilinguismo integral devido à necessidade de comunicar com as partes na língua do processo e de assegurar a difusão da sua jurisprudência em todos os Estados-Membros.











terça-feira, 22 de março de 2011

História do Hino da União Europeia - Hino da Alegria

O Hino à Alegria, ou Ode à Alegria (em alemão Ode an dia Freude), é o nome do poema cantado na 9ª sinfonia de Beethoven, também conhecido como Hino Europeu ou Hino da Alegria
Beethoven compôs este texto em 1823,inspirado no poema "Ode à Alegria" de Schiller, escrito em 1785. O poema expressa uma visão idealista da raça humana como irmandade, uma visão que tanto este como Beethoven partilhavam.Porém, este poema não foi oficialmente adoptado nem pelo Conselho da Europa, nem posteriormente pela União Europeia, deste modo o hino permaneceu sem letra, apenas a sua musicalidade, que também expressa os mesmos ideias de liberdade, paz e solidariedade, que a Europa defende e promove.
Foi escolhido como Hino do Conselho da Europa em 19 de Janeiro de 1972, composto em três arranjos oficiais (piano, instrumentos de sopro e orquestra) por Herbert von Karajan. O hino pretende celebrar o lema da UE na sua plenitude,assim como celebrar os valores que todos os países se comprometeram ao aderir à União.
O hino é entoado em cerimónias oficiais da União Europeia, e em vários tipos de manifestações e eventos de carácter europeu.


Portugueses demonstram ser os mais pessimistas da Europa

 Os portugueses foram considerados segundo um estudo do Eurobarómetro sobre o índice de confiança dos Europeus, os mais pessimistas da Europa. A grande maioria afirma que o panorama do país não tende a melhorar e 73% considera que a situação ainda vai piorar e que não têm prespectivas de um futuro melhor, 93% considera que a situação económica e do mercado de trabalho em Portugal é "má ou muito má" .Para 49% dos inquiridos o Euro veio atenuar os efeitos da crise, e apenas 5% acredita que o país vai progredir.




segunda-feira, 21 de março de 2011



Ministros da UE ampliam sanções contra a Líbia e tentam posição conjunta


Vários Estados-membros participam desde sábado a título individual nos bombardeamentos sobre a Líbia, mas a UE não tem uma posição unânime sobre essa intervenção militar que é recusada por vários países como é o caso da Alemanha.

A opinião geral é de que o líder líbio Muammar Kadhafi “deve partir e o seu regime acabar”, repetiu na sexta-feira a alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Catherine Ashton. Os 27 deverão assim tomar decisões de ajuda humanitária e reforçar as sanções contra a Líbia, de forma a dar seguimento à decisão nesta área tomada pelo Conselho de Segurança da ONU.

Entre as novas medidas, vai estar o congelamento dos activos da companhia estatal de petróleo líbia e as suas filiais.

Na reunião dos chefes da diplomacia europeia, em que Portugal estará representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, irão ainda ser preparadas as decisões da cimeira da primavera da UE que na próxima quinta e sexta-feira, também em Bruxelas, irá concentrar-se em temas económicos. Nomeadamente, aprovar o reforço da capacidade efectiva do fundo de resgate aos países em dificuldade para pagar a dívida pública, o “pacto para o euro” e dar o seu aval para reforçar a governação económica europeia.


Tribunal de Contas Europeu

O tribunal de Contas Europeu trata-se de uma instituição comunitária, criada pelo Tratado de Bruxelas em 1975 e presidida actualmente pelo português Vítor Manuel da Silva Caldeira. 
O Tribunal de Contas Europeu apenas ganhou o estatuto de instituição europeia a 01 de Novembro de 1993, com a entrada em vigor do Tratado de Maastricht, e é hoje uma das cinco instituições das Comunidades Europeias, juntamente com o Parlamento Europeu, Conselho da UE, Comissão Europeia e Tribunal de Justiça, sendo duas delas presididas por portugueses. 


O processo de integração europeia e os tratados consecutivos têm‑lhe atribuído a função de instituição comunitária que realiza a auditoria das finanças da UE. Enquanto auditor externo, o Tribunal contribui para melhorar a gestão financeira comunitária e actua como guardião independente dos interesses financeiros dos cidadãos da União.


O Tribunal realiza auditorias no âmbito das quais avalia a cobrança das receitas e a utilização dos fundos da UE. Examina se as operações financeiras foram registadas e apresentadas correctamente, executadas de forma legal e regular e geridas tendo em conta os princípios de economia, eficiência e eficácia. O Tribunal fomenta a transparência e a prestação de contas, auxiliando o Parlamento Europeu e o Conselho no controlo da execução do orçamento da UE, especialmente durante o procedimento de quitação, e confere um valor acrescentado à gestão financeira da EU através dos seus relatórios e pareceres, desempenhando um papel pró‑activo na construção da União Europeia e contribuindo para a aproximar dos cidadãos europeus


A entrada em vigor do Tratado de Lisboa reafirmou o mandato e estatuto do Tribunal como instituição da UE e introduziu alterações no modo como os fundos da UE devem ser geridos e controlados, reforçando os poderes orçamentais do Parlamento Europeu e realçando a responsabilidade dos Estados‑Membros pela execução do orçamento. 



quinta-feira, 17 de março de 2011

Catástrofe nuclear no Japão e reacções europeias

A actual situação em que se encontra o Japão, na sequência dos acidentes nas suas centrais nucleares, está a ter impacto em todos os países europeus produtores de energia nuclear, que tomam medidas imadiatas de controlo e revisão dos níveis de segurança das suas próprias, como é o caso do Reino Unido, Alemanha e França.
O modo como o Japão está a lidar com esta catástrofe e as medias que estão a ser tomadas estam a ser consideradas ineficazes e insuficientes pela maior parte dos países, o que serve como um alerta para todos os produtores de energia nuclear que inevitavelmente ficam alarmados pelo facto de , à partida, um país como o Japão dever ser capaz de ultrapassar este problema, ou pelo menos, de minimizar os seus danos. Tal é a ineficácia que alguns dos países que haviam enviado ajuda humanitária em apoio às vítimas do tsunami ou que têm população nacional naquele país, sugeriram o seu regresso ou, pelo menos o afastamento de 80km de Fukushima. A Alemanha, além deste alerta encerrou as centrais nucleares por tempo indeterminado enquanto se fazem todos os testes de segurança necessários, ao contrário dos outros países que após as averiguações estão dispostos a reabri-las. Este encerramento poderá trazer consequências a nível económico e ambiental uma vez que em alternativa à energia nuclear seria utilizado o carvão, elevando as quantidades de CO2 na atmosfera para valores com enorme prejuízo ecológico.
Esta catástrofe está assim a fazer ressurgir a viabilidade das centrais nucleares, a questão da sua segurança, e o peso entre vantagens e desvantagens, servindo como um alerta para todos os países produtores. Independentemente de Portugal não estar, neste momento apto para qualquer investimento desta envergadura, será sem dúvida uma questão a ter em conta se eventualmente se vier a ponderar a criação de uma central no nosso país, principalmente quando os danos desta enorme calamidade se fizerem notar.




segunda-feira, 14 de março de 2011

OCDE mantém trajectória de aceleração da economia portuguesa

Pelo quinto mês consecutivo, Portugal dá mostras de uma melhoria progressiva da economia, ao mesmo tempo que a “maioria” dos 34 membros da OCDE continua a registar uma aceleração da actividade económica.

<p>O PIB do último trimestre de 2010 teve uma contracção de 0,3 por cento</p>


Os indicadores avançados hoje publicados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), relativos a Janeiro, procuram antecipar “os pontos de inflexão da actividade económica em relação à sua tendência”, diz a instituição em comunicado.

No caso de Portugal, o indicador prevê que a economia volte a expandir-se a partir de final de Março, com uma aceleração moderada daí para a frente. Desde Setembro que o indicador avançado sobre Portugal regista uma subida, em Janeiro, para 102,1 pontos.

Já os dados mais recentes sobre o Produto Interno Bruto (PIB), centrados entre Outubro de Dezembro, evidenciam uma contracção de 0,3 por cento em relação aos três meses anteriores.

No primeiro mês de 2011, a expansão económica foi particularmente visível na Alemanha e nos Estados Unidos. Já o Reino Unido regista uma aceleração a um ritmo lento, mas estável. Itália, pelo contrário, “continua a mostrar sinais de uma inflexão moderada”.

Entre as economias emergentes que não são membros da OCDE – mas com quem a instituição sediada em Paris intensificou as relações desde 2007 – a China denota também “uma possível inflexão moderada” da actividade económica, enquanto o Brasil dá mostras de manter a tendência de crescimento a longo prazo.

Tudo isto se reflecte no Minho, pois este pertence ao território Português.



 


domingo, 13 de março de 2011

Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu é um dos órgãos legislativos da União Europeia, representando os seus 500 milhões de cidadãos. Constitui a câmara baixa do sistema bicameral, sendo o Conselho da União Europeia a câmara alta.

É composto por 736 deputados, sendo estes eleitos democraticamente em sufrágio universal e directo pelos cidadãos dos vinte e sete Estados-membros, por um período de cinco anos. Cada um dos Estados-membros possui um número de lugares fixos, variando entre cinco e noventa e nove, de acordo com um critério populacional. Estes encontram-se agrupados, não por nacionalidade, mas sim por afinidade política, existindo actualmente sete grupos políticos, embora haja alguns deputados que não pertencem a nenhum grupo, fazendo por isso parte dos Não-inscritos.

O órgão é presidido pelo Presidente do Parlamento Europeu, eleito pelos deputados para um mandato com uma duração de dois anos e meios renováveis. Assistido por catorze vice-presidentes, cabe ao Presidente representar o Parlamento face ao exterior e nas relações com as outras instituições comunitárias, sendo também responsável pela direcção do conjunto dos trabalhos do Parlamento e dos seus órgãos, bem como dos debates realizados em sessão plenária. Actualmente, o cargo é ocupado por Jerzy Buzek.

O Parlamento Europeu tem à sua responsabilidade numerosas funções, destacando-se a adopção de actos legislativos europeus, processo realizado em co-decisão com o Conselho da União Europeia. Contudo, em alguns domínios, só o último pode legislar, ainda que seja obrigado a consultar o Parlamento. Outra das suas competências é o controlo democrático das instituições da União Europeia, especialmente da Comissão Europeia, sendo que o Parlamento detém os poderes para a aprovação das nomeações dos membros desta, bem como para adoptar moções de censura contra toda a Comissão. Também a este cabe o poder orçamental, partilhado com o Conselho da União Europeia, ainda que seja da responsabilidade do Parlamento a aprovação ou não da totalidade do orçamento, no final do processo orçamental.




sexta-feira, 4 de março de 2011

A necessidade de apoio da UE na região Norte

O Minho tem vindo a sofrer fortes impactos negativos da globalização, visto que o fenómeno conjugado com bipolarização verificada em Portugal aumenta as diferenças regionais entre os pólos de Lisboa e Porto e o resto do território nacional. O distrito de Braga é o que mais sofre, pois revela uma potencialidade de desenvolvimento que não está a ser aproveitado.

A região tem vindo a evoluir bastante ao nível do progresso técnico, com o apoio da universidade do Minho, e investimento , como é o caso do Instituto de Nanotecnologia, do novo Hospital de Braga e do Hotel Meliã. Estes têm contribuído para uma maior capacidade de atracção, que não é conjugada com um maior desenvolvimento dos meios de comunicação. Assim, a região carece de um investimento profundo quer por parte do Governo, quer pela UE. A regionalização, que actua como uma diminuição da dependência nacional dos dois pólos, é fundamental para o desenvolvimento de outras alternativas, que consequentemente, reflecte-se na situação actual do país.

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