quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Alemanha quer recrutar mão-de-obra portuguesa


É uma realidade que o número de jovens desempregados tem vindo a crescer em Portugal, na sua maioria com habilitações literárias consideráveis, capazes de aplicar a sua formação no mercado de trabalho. O grande problema reside na falta de oportunidades para estes jovens que não encontram resposta para aplicação daquilo que estudaram, acabando por ser empregados em cargos que nada têm a ver com a sua especialização ou mesmo no desemprego.  

Lamentavelmente,  o nosso país não é capaz de dar utilidade a todas estas capacidades que são desenvolvidas, que, certamente, bem aproveitadas,  seriam uma mais-valia para a nossa competitividade e impacto na economia europeia e mundial.
Neste contexto surge uma excelente ideia da parte do governo alemão, apoiada pela chanceler Angela Merkel,  que passa pelo recrutamento de jovens recém-licenciados portugueses, pois, ao contrário de Portugal,  numa economia especializada como a alemã, a mão-de-obra qualificada é uma enorme necessidade.  Esta medida passa então pela criação de uma espécie de sinergia entre os dois países, com claras vantagens para os dois: por um lado a redução do desemprego, criando novas oportunidades para os jovens portugueses, por outro,  o contributo para o mercado de trabalho alemão conseguindo captar mão-de-obra europeia sem ter por isso que alterar a legislação relativa à imigração.

Claro está que, apesar de todos os benefícios que esta medida possa acarretar para o nosso país, partimos desde logo em desvantagem uma vez que esta constitui uma "fuga de cérebros" que representa um não aproveitamento do investimento na formação destes jovens para o crescimento do país, passando estes a colaborar com o crescimento de outro, neste caso, da economia alemã.
Apesar de tudo, não deixa de ser uma oportunidade que, para além do seu efeito prático de grande impacto na realização profissional de um número significativo de jovens, é um processo com grande valor simbólico importante uma vez que representa um voto de confiança no nosso sistema de formação, pelo facto de a Alemanha ter manifestado preferência pelos jovens licenciados em Portugal.

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