Na passada terça feira, José Manuel Fernandes, elegendo como tema as consequências sociais da subida dos preços dos bens alimentares, enviou à Comissão Europeia uma questão prioritária que poderá ser uma alerta para a crise alimentar que parece estar a aproximar-se.
De facto, com os aumentos que se têm registado ao nível dos produtos agrícolas, subida que foi até já noticiada pela Organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação (FAO), associada ao aumento do IVA e da inflação, a diminuição do poder de compra das famílias torna-se uma realidade. Assim, além da evidente perda de qualidade de vida, com a redução do rendimento disponível para outros bens, muitas vezes igualmente essenciais, é notória, a um nível mais extremo, uma verdadeira crise alimentar, com a falta de possibilidades económicas de muitas famílias para alimentar todos os membros do agregado familiar. Prova disso é a recente tendência verificada nas cantinas das escolas e universidades que têm sofrido um aumento bastante significativo na afluência de alunos que ali procuram, em muitos casos, a única refeição quente e completa de todo o seu dia, de tal forma que são várias as escolas que se propõem a abrir portas também aos fins-de-semana, de modo a dar resposta aos mais carenciados.
Consideramos portanto a intervenção do deputado europeu de extrema importância, servindo, no mínimo, como um alerta para esta questão que repercute actualmente as suas consequências não só próximas de nós, de todos os países do espaço europeu.
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